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Vai viajar nas férias? Guia do Otorrino para evitar dor de ouvido no avião e enjoo nas estradas de MS

Vai pegar a estrada para Bonito ou voar neste fim de ano? Saiba como evitar a pressão no ouvido (barotrauma) e o enjoo (cinetose) com dicas de especialistas da COORLMS. Previna-se e viaje tranquilo.

O fim de ano chegou e, com ele, a temporada de viagens dos sul-mato-grossenses. Seja pegando a BR-262 rumo às águas de Bonito, a BR-163 para visitar parentes, ou embarcando no Aeroporto Internacional de Campo Grande para destinos mais distantes, a expectativa é sempre de descanso e diversão.

Porém, para muitas pessoas, o trajeto é sinônimo de desconforto. A pressão dolorosa no ouvido durante o pouso do avião ou aquele enjoo persistente nas curvas da estrada podem estragar o início das férias.

Na COORLMS, sabemos que esses sintomas são mais do que meros incômodos: são respostas fisiológicas do seu corpo que merecem atenção. Neste artigo, explicamos o que acontece com seus ouvidos e seu labirinto durante a viagem e, o mais importante, como prevenir e manejar esses sintomas com segurança.

1. O Desafio das Alturas: Por que o ouvido dói no avião?

Você já sentiu como se alguém estivesse apertando seu ouvido por dentro na hora que o avião começa a descer? Isso tem nome médico: Barotrauma.

Para entender, precisamos falar da Tuba Auditiva. Ela é um canal fino que conecta o ouvido médio (atrás do tímpano) ao nariz/garganta. A função dela é igualar a pressão do ar dentro e fora do ouvido.

Quando o avião desce rapidamente, a pressão atmosférica na cabine aumenta. Se a sua Tuba Auditiva não abrir rápido o suficiente para deixar o ar entrar e equilibrar, cria-se um vácuo doloroso. O tímpano é “sugado” para dentro, gerando dor, abafamento auditivo e, em casos graves, até rompimento de pequenos vasos.

Estratégias Avançadas de Prevenção (Manobra de Valsalva e Outras)

Não basta apenas “esperar passar”. Você precisa ajudar sua Tuba Auditiva a funcionar, especialmente se estiver levemente resfriado ou com rinite (comum no nosso clima instável):

  1. A Manobra de Valsalva (Faça do jeito certo): Tape o nariz com os dedos, feche a boca e sopre o ar suavemente (como se fosse assoar o nariz), até sentir um “clique” ou estalo nos ouvidos. Cuidado: Não sopre com força excessiva para não lesionar o tímpano.
  2. Mascar chiclete ou bocejar: O movimento da mandíbula ajuda a tracionar a musculatura que abre a Tuba Auditiva.
  3. Para quem tem Rinite Crônica: Se você já sabe que tem dificuldade de equalizar a pressão, consulte seu otorrino antes de viajar. O uso de sprays nasais descongestionantes ou corticoides tópicos prescritos, aplicados 30 minutos antes do voo, pode ser decisivo para manter a mucosa desinchada e o canal aberto.

Atenção aos Bebês: Crianças pequenas têm a Tuba Auditiva mais curta e horizontal, dificultando a drenagem. Ofereça peito, mamadeira ou chupeta durante a decolagem e, principalmente, no pouso. O ato de sugar ajuda a aliviar a pressão.

2. O Desafio das Estradas: Cinetose não é “frescura”

Muitos pacientes chegam aos consultórios da COORLMS relatando que evitam viajar de carro ou ônibus devido a náuseas intensas, tontura e suor frio. Isso é a Cinetose (ou mal do movimento).

Isso ocorre devido a um “conflito de informações” no seu cérebro.

  • Seus olhos veem o interior do carro parado (banco, celular).
  • Seu labirinto (no ouvido interno) sente as curvas, acelerações e frenagens.
  • Seu cérebro fica confuso com essa divergência e dispara o sinal de alerta: o enjoo.

Protocolo de Sobrevivência na Estrada

Se você vai viajar para a Serra da Bodoquena ou enfrentar longas retas sob o sol forte de MS, prepare-se:

  • Olhe para o Horizonte: Fixar o olhar em um ponto imóvel lá fora (o horizonte, uma montanha) ajuda a “calibrar” a visão com o que o labirinto está sentindo.
  • Esqueça o Celular e a Leitura: Baixar a cabeça para ler ou ver telas aumenta drasticamente o conflito sensorial. O passageiro com cinetose deve ser o “copiloto visual”.
  • Alimentação Estratégica: Evite refeições pesadas e gordurosas antes de sair (cuidado com aquele sobá ou churrasco rodízio logo antes da viagem). Prefira alimentos secos e leves, como uma chipa ou torrada, e mantenha-se hidratado, mas sem exagerar nos líquidos de uma só vez.
  • Ventilação: O ar condicionado muito frio ou o ambiente abafado pioram a náusea. Tente manter uma circulação de ar fresco.

3. O Pós-Viagem: Quando procurar um Otorrino da COORLMS?

Muitas vezes, o desconforto passa assim que você pisa em terra firme. Mas, existem sinais de alerta que indicam que o barotrauma ou a irritação labiríntica precisam de avaliação médica especializada.

Não ignore se, após a viagem, você sentir:

  • Sensação de “ouvido cheio” ou água no ouvido que persiste por mais de 24 horas após o voo (pode ser um início de Otite Serosa, acúmulo de líquido atrás do tímpano).
  • Zumbido constante que não existia antes.
  • Dor aguda que não alivia com analgésicos comuns.
  • Tontura rotatória (tudo girando) que continua mesmo deitado na cama do hotel ou em casa.

Esses sintomas não devem ser tratados com receitas caseiras (como pingar azeite ou usar cone chinês), pois o risco de infecção ou lesão permanente aumenta.

Viaje com segurança

A COORLMS deseja a todas as famílias sul-mato-grossenses um excelente período de festas e viagens. Lembre-se: sua saúde auditiva e equilíbrio são essenciais para aproveitar cada momento das férias.

Se sentir qualquer desconforto persistente no retorno, não espere a “rolha” sair sozinha.

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