Este exame tem como objetivo analisar a resposta elétrica gerada pela transmissão do estímulo auditivo desde o nervo auditivo até o tronco encefálico. A verificação do tempo de transmissão da resposta indica se a condução retrococlear está normal ou em que proporção está o comprometimento (nervo auditivo, tronco encefálico baixo ou tronco encefálico alto).
O procedimento é indolor e indicado para pacientes que não colaboram na avaliação comportamental (Audiometria). Por isso, geralmente é aplicado em recém-nascidos e bebês. Para sua realização a pele deve estar limpa para a colocação dos eletrodos de superficie, e durante a coleta das respostas o paciente deve permanecer deitado, relaxado e de olhos fechados.
Este exame é indicado para o diagnóstico e acompanhamento da doença de Ménière (que afeta a audição e o equilíbrio) ou de outras causas de hidropsia endolinfática (hipertensão dos líquidos labirínticos) que geralmente se manifestam através de crises de vertigem, perda auditiva e pressão nos ouvidos. O procedimento é indolor, semelhante ao BERA e analisa os potenciais elétricos a nível de orelha interna.
A Eletrococleografia é realizada apenas em pacientes com mais de 8 anos, mediante pedido médico e apresentação dos resultados da Audiometria no dia do exame. Crianças menores ou não-cooperantes devem realizar a Eletrococleografia Infantil sob anestesia.
O P300, Potencial Evocado, é um procedimento que analisa o desenvolvimento do Processamento Auditivo Central. É indicado para identificar disfunções cognitivas, transtornos psiquiátricos e demência; prevenir e diagnosticar as alterações neurológicas decorrentes de patologias; e para monitorar o efeito dos tratamentos.
O resultado é dado através da observação de processos que ocorrem no córtex cerebral relacionados à cognição, memória e atenção auditivas necessárias para o processamento auditivo central.
Este exame é responsável por registrar a atividade elétrica do sistema auditivo da orelha interna ao córtex cerebral, em resposta a estímulos sonoros. É indicado para identificar anormalidades neurológicas do nervo auditivo até o tronco encefálico e para avaliar o limiar auditivo.
O teste é realizado com a colocação de eletrodos na testa e atrás das orelhas e com fones de ouvido, com o paciente deitado em uma maca. Pode ser feito em indivíduos em qualquer faixa etária, desde recém-nascidos a idosos, acordados ou dormindo (sono natural ou sedação), contanto que estejam tranquilos.
Avaliação eletrofisiológica da audição, de forma objetiva, ou seja, não depende da colaboração do indivíduo para obtenção da resposta e permite avaliação com estímulos de frequências específicas. A facilidade de registro e a objetividade na identificação das respostas do PEAEE, utilizando-se análises estatísticas, são aspectos importantes deste procedimento. O uso do PEAEE permite a determinação dos limiares eletrofisiológicos nas frequências de 500 a 4000 Hz, informação de fundamental importância no processo de seleção e adaptação de próteses auditivas.
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